há coisas insofismáveis. ainda estou para saber quais são elas pois leio, na internet, as razões mais absurdas para tudo. nada se salva. nada cala subitamente o ataque, o perjúrio, o descaso, a malícia. como não sou o ser mais dogmático do mundo, sempre dou uma chance pelo menos para que uma idéia nova se explique. entendo que o mundo pode ser um lugarzinho muito enfadonho se não permitimos que novidades surjam.
mas cansei de confabular. fui tomada de um cansaço inequívoco, um deixa-estar que me remete às leituras e bons silêncios cada vez mais raros. cansei de ouvir minha própria voz e de ouvir vozes outras tão semelhantes. tristes, zangadas, ponderadas, conciliadoras, revoltosas, diferentes e, ainda assim, tão iguais.
sinto uma sede de clareza sem objetivo ulterior, coisa que vislumbrei uma única vez, e seria complexo expor as circunstâncias do fato. mas havia naquela ocasião um despojamento tal que acalmou meus temores por muito tempo e ainda hoje é um cálice do qual bebo. com parcimônia, para não gastar. fonte limpa, sem marcas, sem projeções. apenas o instante absoluto.
para que tantas sinapses se não se pode simplesmente ser?
mas cansei de confabular. fui tomada de um cansaço inequívoco, um deixa-estar que me remete às leituras e bons silêncios cada vez mais raros. cansei de ouvir minha própria voz e de ouvir vozes outras tão semelhantes. tristes, zangadas, ponderadas, conciliadoras, revoltosas, diferentes e, ainda assim, tão iguais.
sinto uma sede de clareza sem objetivo ulterior, coisa que vislumbrei uma única vez, e seria complexo expor as circunstâncias do fato. mas havia naquela ocasião um despojamento tal que acalmou meus temores por muito tempo e ainda hoje é um cálice do qual bebo. com parcimônia, para não gastar. fonte limpa, sem marcas, sem projeções. apenas o instante absoluto.
para que tantas sinapses se não se pode simplesmente ser?
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