
pensando bem, nem está tão bom. mas às vezes me empolgo com uma idéia e ela passa a viver na minha mente como dona, muda os verbos de lugar, distribui toalhinhas de crochê pelas citações e ainda reclama do excesso de advérbios espalhados pela sala. ah, mulheres...
mas sempre tem uma alma boa a nos tirar os dedos dos olhos e mostrar com uma chaminha trêmula o caminho:
se alguém acha que estás escrevendo muito bem, desconfia...
o crime perfeito não deixa vestígios.
(mario quintana)
o crime perfeito não deixa vestígios.
(mario quintana)
meus crimes estão por toda parte e não se restringem a ficar nos armários fechados do anonimato doméstico. se fazem públicos e impudicos. que diria a avozinha se soubesse que a menina se tornaria underground e disporia suas sandices online, pra todo maluco ver?... iria querer um blog também pra ela, se bem conheci minha avó.
mas a menina cresceu e o vocabulario também. agora, essas palavras se divertem em circos improvisados, picadeiros de assuntos correntes, trapezistas de suas significações. nada como fazer da cabeça um circo eterno, analisando o dia com olho de bobo da corte e língua de vizinha, pelo puro prazer de conviver com criaturas -as sereias visíveis do pessoa- que não vivem para consumir mas para traduzir.
mas a menina cresceu e o vocabulario também. agora, essas palavras se divertem em circos improvisados, picadeiros de assuntos correntes, trapezistas de suas significações. nada como fazer da cabeça um circo eterno, analisando o dia com olho de bobo da corte e língua de vizinha, pelo puro prazer de conviver com criaturas -as sereias visíveis do pessoa- que não vivem para consumir mas para traduzir.
* * *
(disse ela, morrendo de sono)
(disse ela, morrendo de sono)
No comments:
Post a Comment