Monday, August 06, 2007

about magic and wizardry




É interessante notar como a magia pode ser descrita de diferentes formas dependendo do enfoque de cada autor.


Em Harry Potter a magia é banal. Dentro dos limites do mundo bruxo, pelo menos, que se mantém separado mundo trouxa. Qualquer criança realiza atos mágicos e são contidas de fazê-los em público. Todos têm mais ou menos a mesma capacidade mágica, desde que tenham uma varinha adequada, e algum talento. Poucos são mais talentosos e esses se tornam notáveis, como Dumbledore, Voldemort e Harry.

Em Sword of Truth não funciona desse jeito. Muitos são os seres mágicos e muitas as formas de magia. Cada povo tem a sua e tem aqueles que não tem nenhum tipo, mas todos coexistem, sabedores de magia, tementes a ela, prisioneiros dela, em alguns casos. Há "trouxas" também, que a desconhecem, mas só são dessa forma por um ato mágico, protegidos que são pela Boundary. No entanto, nem esses ignoram a existência de lugares onde a magia impera.

Em Senhor dos Anéis, o que menos vemos é magia sendo executada. Gandalf e Saruman se restringem a realizar poucos atos desse tipo. Gandalf é mais conhecido pelos seus fogos de artifício do que pela sua natureza mágica. No entanto, a Terra média é permeada de magia, criada através de magia, assim como seus seres. Embora pouco se veja de truques mágicos e muito mais de caráter em SdA, a essência da Terra mèdia é de pura magia.

Em Borges o mundo mágico não está à parte. ele é sentido e pressentido na realidade como uma dimensão tão sólida quanto a pena que vos escreve, coexistente e tampouco invisível, como se apenas não a vissemos porque olhamos para outro lado repetidamente, na esperança que se vá embora antes que tenhamos de tomar uma atitude a respeito. Borges deu uma dimensão nova ao fantástico e à magia, diferente de Tolkien, Rowling, Goodkind. Ele a fez inerente.


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dá pra notar que amo borges?

:)

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