Saturday, October 27, 2007

dumbledore is gay

ok, e daí? umbridge transava com centauros, minerva era apaixonada por dumbie, sirius e lupin tinham um cacho e snape era virgem. só pode ser por ter acabado a série que a sexualidade e os affairs dos personagens tornaram-se foco de discussão enlouquecida por parte dos fãs agora órfãos.
também pode ser que jk tenha desejado tirar um pouco da modorra cristã que ficou com o indestrutível harry e sua ressurreição no deathly hallows e jogou um tanto de pimenta para conservar a essência rebelde que havia nos primeiros livros - que no final deixou a desejar, mas enfim seu serafim.

dumbledore é meu personagem preferido e o é porque fundamenta seu discurso num outro sábio com mais cacife. aristóteles bem podia ser gay -e não sei se era- mas como considerava as mulheres seres inferiores acredito que era enrustido. o que dumbie fazia nas horas vagas não me importa. mas o que acho de tão atrasado nessa história é que enquanto o personagem tinha tudo para ser hetero ninguém dizia nada. agora que é gay, pedras e flores. shit. nasci na era errada. pelo menos mais duzentos anos para estar de acordo com minha cabeça.

gambon, por outro lado, se verá redimido pois têm interpretado um dumbledore tao diverso daquele de harris que poderá se justificar dizendo que "já sabia". tsc, ora senhores.

mas a rocco -mais shit- diz que a tradutora traduziu bitch por vaca porque o mec compra os livros e não quer palavrão neles.
e vos pergunto:

e lá ministério tem autoridade para se meter em obra literária?

só em ditaduras. estamos em uma? tudo indica.

a ditadura da estupidez.

* * *

shit ao cubo.

>:(((

Saturday, October 20, 2007

radek




lá se vão muitos anos (3) desde que nos conhecemos e ensaiei diversas vezes escrever um testimonial sobre meu amigo radek – rodo, pros amigos; minister, pros inomináveis; algum diminutivo carinhoso, pra mãe dele– e nunca cometi a ousadia e/ou atrocidade. e vejo que o motivo nunca foi afeto de menos ou tempo escasso nem mesmo uma total incapacidade de domar palavras. é que o radek é especial.


agora procure seu dicionário de bolso –que certamente você carrega sempre à mão para a eventualidade de ficar de boca aberta– e escolha, entre os mais legais, uns duzentos que sejam realmente supimpas. nem chegou perto de descrevê-lo. é daquelas pessoas de quemm esperamos grandes feitos, próprios daqueles escolhidos pela varinha com cerne de fênix.


talento de sobra –pra tudo, como se talento viesse em todo mundo aos borbotões– a característica que mais aprecio, no entanto, é a facilidade com que reúne as pessoas a sua volta e faz com que elas se sintam também especiais. disso só os grandes são capazes.


beijos radek. penso sempre em você :)



* * *


puritanism : the haunting fear that someone, somewhere may be happy.
ahhahahahahahah


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Friday, October 19, 2007

book covers




pra quem curte capa de livro –e já se pegou comprando livro pela capa–, estes sites são muito divertidos. nada de site sério. basta a vida e os investimentos mercadológicos.


flapart
nada mais que a verdade.

unintentionally sexual comic book covers
revisão, senhores, revisão...

hide your potter!
se vc gosta de hp mas tem vergonha de admitir, um discreto disfarce.


* * *


ai, ai, ganho pouco mas me divirto
:P



Saturday, October 13, 2007

Friday, October 05, 2007

42




então a gente se pergunta para que isso tudo. busca uma resposta nas religiões, na filosofia, nas drogas, no ascetismo, na cabala, na bebida, na lingerie victoria secret, nos papos de bar, na psicanálise, no prozac, no metal melódico, no capitalismo, no espiritismo e por aí vai. cansados do consumismo imediatista, dos shoppings e da beleza de cabide, espera-se que ao final dessa longa jornada de trabalho semi-escravo haja um bom motivo, pelo menos uma resposta mais-ou-menos que justifique todas as tardes chuvosas que não ficamos na janela olhando a chuva cair e enfrentamos o trânsito, o frio, o telefone, os aborrecimentos e tudo de novo na volta apenas para ganhar uns mirradinhos num trabalho que odiamos.
mas não há. lamento, não há um sentido pra vida. foi fortuito mesmo, um golpe de sorte ou de azar que nos colocou diante da possibilidade de aceitar o raciocínio como uma habilidade nova a ser desenvolvida. se tivéssemos feito a escolha mais sábia, seríamos orangotangos. mas não fizemos. escolhemos o fruto do conhecimento do bem e do mal sem direito a paraíso. somos como um jogo de moedas onde sorteamos o mais improvável e todas caíram com o desapontamento para cima. milhões de desapontamentos simultaneamente: uma improbabilidade estatística. agora, vagamos pelo universo totalmente sós e esperançosos de que, em outro canto da imensidão, outra espécie tenha feito as mesmas escolhas, tenha jogado as mesmas moedas com idêntica sofreguidão. pobre espécie essa, que torce para que outros - mesmo que tenham tentáculos e antenas ou oito olhos- tenham tido igual má sorte e estejam olhando para o céu nesse momento, imaginando - enquanto faz cálculos, cria teorias, confunde a realidade, cria padrões ridículos a serem seguidos como lei e leis para terem limites e alguma sensação de pertencimento- se existirão outros afortunados filhos de kzurcz perdidos no espaço.


* * *