Monday, November 19, 2007

put the blame on mame ou 171

relíquias da morte lançado, tristeza por todo lado
as palavras se perderam, a magia e o significado.


forget it. nem pense em comprar esse livro maldito, feito com desprezo e indiferença. mais alguns anos uma editora de verdade compra os direitos, contrata um tradutor experiente e honesto e publica decentemente. nem vou começar a dizer da vergonha que é a rocco e essa tradução empurrada com a barriga, sem revisão, feita por uma pessoa que no mínimo perdeu o juízo. aposentadoria é a única solução quando uma tradutora que diz "traduzir cultura" diz que bogie é bicho-papão, faz a menina chapar um beijo e transforma em dementadores os death eaters.

nesses momentos, dizer o que? que devia existir um procon para leitores ludibriados por traduções toscas, feitas nas coxas, visando o lucro fácil e rápido.

porque não podemos receber uma tradução, singela que fosse, mas com um mínimo de cuidado?

aceitou-se a decisão de traduzir os nomes mas são necessários tantos erros, saltos, erros, esquisitices, erros, omissões, erros?

porque os leitores de harry potter não podem ler algo próximo daquilo que a autora escreveu? porque são jovens e jovens não merecem crédito? porque são crianças e crianças não são consumidores? porque são adultos envergonhados de ler uma série infanto-juvenil? porque são todos um bando de retardados e apenas nós, os editores, somos realmente espertos e merecemos todo o ouro desses idiotas?

pois é assim que a editora rocco trata seus leitores. como imbecis.

e virá a público dizendo que a culpa é dos leitores, nervosinhos, que não entendem a língua e querem dar pitaco na magnífica tradução da esclerosada tradutora. se darão parabéns e prêmios, beberão champagne e se chaparão beijos, enquanto chafurdam no nosso dinheiro e na sua ignomínia.

nunca, NUNCA MAIS compro um livro dessa editora. se estiver lá o selo, escolherei outro. se não tiver em português, comprarei em eslavo arcaico e aprenderei o idioma.

por conta da paixão de ler harry potter, burilei meu antes pobríssimo inglês e hoje posso acompanhar no original quando do lançamento. sugiro faça o mesmo. bons autores não podem ser destruídos por traduções vergonhosas como essa, feitas com o propósito do lucro fácil em detrimento da qualidade da obra e dos direitos dos leitores.



>:(

Saturday, November 17, 2007

games

um ótimo site com games, especialmente room escape games, com seus devidos walkthroughs e bons comentários :: casual gameplay




cool, ahn?

:)

o quarto

I expend all my quite few spare time in room escape games.
like this one bellow.
the author is a brasilian guy, andres calil. very good one, nice and beautiful.
go now.







Play O Quarto

:)

Tuesday, November 06, 2007

and so on




quando swift escreveu as
viagens de gulliver o fez visando expor o que entendia fosse a natureza e o caráter dos whigs, partido inglês conservador no poder na época. e o fez magistralmente, estendendo sua visão contestadora aos muitos seres que disputam a dominação e o controle dos recursos. foi dele a criação da expressão yahoo, selvagens que perturbavam a vida dos moradores eqüinos de houyhnhnms. passados os séculos, perdeu-se o foco político e o sabor de sátira , permanecendo a história fantástica dos muitos e diversos mundos encontrados por gulliver em suas viagens.

nesses dias, dumbledore is gay está dando o maior pano pra manga, ainda. vejo pelas comunidades e outras estâncias internéticas por ai que o assunto não encerrou nem há consenso; a tendência é de tolerância, embora haja -sempre há- os exaltados que aspiram jogar bombas de bosta na jk.

mas é preciso ver como ficará daqui uns anos essa obra que abrange 7 livros e uma década. agora a lemos paripasso com a publicação da obra, com reações online imediatas, mas em alguns anos ninguém lembrará do comentário dumbledore é gay, cairão no esquecimento os pitacos e entrevistas de jk. estas poderão vir a ser publicadas eventualmente, como foi feito com as anotações de tolkien, mas é coisa para hiperfã, nem todo mundo leu e nem todo mundo lerá.

a obra é o que ficará e o que está nos livros dará motivo para discussões -não tão ferozes quanto acontece hoje- sobre todas as peculiaridades dos personagens e da trama, independentes dos comentários extra-obra da autora. se perderá o contexto, permanecerá a trama.

como será essa leitura, a leitura da trama, quando ela não for acompanhada de dicas no site oficial ou pistas largadas em entrevistas, editoriais em sites de fãs e milhões de fanfics sendo devoradas nos intervalos das publicações. com dois filmes ainda por serem produzidos?

soubemos da morte de sirius por entrevista e não pelos livros. o véu jamais foi suficientemente explicado, como aliás os demais setores do departamento de mistérios, e a possibilidade permaneceu para muitos. assim com a morte de dumbledore que, até o encontrarmos no além através dos olhos de harry, permitia a consideração de ter sido forjada e quer logo o veríamos novamente. há acontecimentos na trama que agenciam especulações mesmo depois de encerrada a obra e fechado o livro.

eu faço essa leitura. e os novos leitores de daqui uns dez anos, farão de forma semelhante? encontrarão pistas outras tão bem escondidas que ludibriaram os milhões de olhares simultâneos que escrutinaram a obra com verdadeira fome de inteligência?

swift se queixava que não entendiam sua obra, especialmente aqueles a quem suas críticas eram dirigidas. mas esperar o que, já que eram liliputianos? hoje vemos uma multidão faminta de textos espertos e enigmas tentadores, cercados que somos pela mediocridade, numa era em que mediocridade atinge a velocidade da luz, enquanto na batcaverna seguem os liliputianos.

em 2020, i guess, saberemos a que harry potter veio.

* * *

no wise man ever wished to be younger
jonathan swift


:)

Saturday, November 03, 2007

living on a rubber baloon



então. quando eu tinha uns dez anos, perguntei para a professora se o brasil já fora unido com a áfrica. o motivo era óbvio, o recorte de ambos é idêntico, e a resposta foi é possível, não se sabe. achei tão estúpido, como podia haver dúvida? estava na cara, bastando ter montado uma vez na vida um quebra-cabeça. então, anos depois, surgiu -ou foi divulgada, o que vier primeiro- a teoria de gondwana, que depois se chamou pangéia, e finalmente alguém admitiu que sim, eram grudadas américa e áfrica. me parecia ainda mais estúpido, no entanto, que toda a terra tivesse se formado de um lado só e do outro água e água. devia haver uma explicação razoável mas vieram as promissórias, os filhos, o imposto de renda e parei de pensar no assunto. quase me tornei normal, diante da tv, planejando um futuro que, a bem da verdade, não existe, sonhando com coisas que não me fariam mais feliz e cheguei mesmo efetivamente a comprar um sapato ridículo, desse pontudos fashion, que só ficarão legais quando fizerem um curlz como os sapatos das bruxas. quase normal, fazendo orações e negociando com uma divindade duvidosa a salvação de uma alma imperceptível e desprovida de assombro, cheia de certezas, dogmas e opiniões formadas. quase normal, valorizando a mercadoria e aplicando bot-tira-expressão-tox e assistindo bbb. quase me increvi para um pós que não queria fazer, quase comprei um carro que não saberia conduzir e quase esqueci quem sou. mas olha, foi tudo quase.

mapa mundi, gondwana, pangéia... a verdade é que vivemos num balão.

PUF!


(sim, o puf acima é um link)
(by the way o boo abaixo tb é)



* * *


by the way: boo!


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