Monday, October 20, 2008

Howell Jenkins Movendo Castelos




acho interessante que uma animação como esta, Howl's Moving Castle (Hauru no ugoku shiro) -- e o livro que lhe deu origem, de Diana Wynne Jones-- seja apreciado apenas por pessoas bem jovens quando trata de um assunto basicamente adulto. é possível que sua forma ainda bastante restrita aos jovens, que é o anime, acabe por afastar o público mais velho que o toma levianamente. no entanto -à parte a magia que o classifica como fantasia- a questão do envelhecimento e do culto à beleza é o tema central na trama.


howl é vaidoso e aparentemente fútil, contrastando com sophie, que é objetiva, prática e realista. ela não se acha bonita e sofre por isso, howl usa de magia para manter a beleza e sofre quando a perde, mesmo minimamente. obviamente o envelhecimento acaba com a beleza física, e as pessoas que se tenham harmonizado consigo mesmos sofrem menos essa perda, pela aquisição de valores mais perenes, do que aquelas que identificam-se com sua aparência. nesse sentido, o prejuízo de howl é maior do que o de sophie, pois ela não sente a velhice súbita como uma perda significativa - aparte o dolorimento do corpo e a dificuldade de locomoção- a não ser quando apaixona-se por howl e percebe que o abismo que os separa pode ser intransponível caso ela não seja capaz de desfazer o feitiço.

mas há outra perda insuperável na história que advém - veja a ironia- justamente da bruxa das terras abandonadas. por ciúme (ou por engano, depende da versão se filme ou livro) ela, que é apaixonada por howl, acaba por reuní-lo a sophie, que, como ela, é velha. a bruxa tem mais de cem anos e luta permanentemente, como howl, com uso de magia, para manter sua juventude e beleza. no entanto ela teria a desculpa válida de que age dessa forma apenas porque não poderia vir a ser amada por howl fosse diferente a situação. a velhice, com as perdas físicas que encerra, não admite o amor, especialmente entre pessoas de idade díspares como a dos envolvidos.

howl, no entanto, vem a amar sophie. não porque ela é jovem e bonita, mas porque ela é sophie e lhe faz o perfeito contraponto, com sua personalidade realista e corajosa.

evitamos encarar essas perdas, inevitáveis, esperando que elas nunca venham a acontecer conosco. já é suficientemente ruim que ocorram aos outros, mas envelhecimento e morte virá, como a única coisa certa numa vida longeva.

mesmo que campanhas pela terceira idade acabem chamando a velhice de melhor idade, bem sabemos que não é exatamente assim. há a deterioração do corpo, que exige mais cuidados e permite menos extravagâncias, há um certo enfado do mundo que se torna por demais conhecido, há a tristeza decorrente das coisas que não fizemos e talvez não tenhamos tempo de retomar. muitas vezes desiste-se a meio caminho, estabelecendo os padrões dos outros como aplicáveis a nós mesmos, e jamais saímos em busca de uma nova visão - ou de uma nova paixão. mas isso pode acontecer em qualquer idade. como ocorreu à bruxa das terras abandonadas.

já o amor, é transgressão.

:)

Sunday, October 19, 2008

movendo castelos




engraçado como uma coisa leva a outra e a gente vem a descobrir que o mundo está bem mais enredado do que pensava. isso se deve francamente devido a ignorância que, nessa era de superinformação, cresce em progressão geométrica. ou algo assim que você não consegue acompanhar.


eis que adorei a viagem de chihiro e logo quis conhecer outros trabalhos do diretor miyazaki. virei fã com o castelo animado e daí segui a procurar outros títulos. isso não apenas porque apreciei a abordagem dada à história, mas porque gosto muitissimo de animação. minha animação preferida antes de chihiro era toy story, que assisti dezenas de vezes junto com meus filhos e, antes disso, a bela adormecida, cujos backgrounds belissimos alia-se aos movimentos delicados. essa preocupação com o movimento detalhado mais do que contar rapidamente a história -e vc adivinhe ou invente o que está pelo meio- foi o que me atraiu no anime de miyazaki. é claro que há característica próprias do anime japonês, alguma brusquidão em certos momentos, o exagero nas feições ocasionalmente, um certo lapso na explicação em uma cena, o que deixa uma sensação de ter perdido algo que os outros sabem. compreensível e não chega a perturbar a leitura da obra. talvez possam preencher as lacunas eles, que acompanham animes com frequência, mas eu, que pulei nesse universo oriental quase diretamente do spectreman para chihiro, certamente desconheço. vantagens e desvantagens, como em tudo. determinada a não olhar as coisas com um ponto de vista holiudiano, aprecio o que me é apresentado como bem-vinda novidade.

acabei descobrindo um admirável mundo novo quando percebi que entre os animes mais toscos -- seja na forma seja no conteúdo, o que por si já os distancia enormemente uns dos outros -- há aqueles que buscam a delicadeza e expressividade do gesto como manifestação do conteúdo. entre eles, miyazaki mas não apenas. koji morimoto surpreende com beyond, um dos episódios constantes em animatrix, que apresenta inúmeros frames desnecessários para contar a história mas imprescindíveis para se fazer entender. esse cuidado na forma-conteúdo é que me faz seguir em busca de outros ótimos animes, que passem o mais remotamente da expressão imediatista e vazia dos usuais filmecos em voga.

a quick glance on it.

então. após howl's moving castle anime descobri o livro, que é bastante diferente da animação do studio ghibli mas muito interessante. passou a existir dois castelos para mim, o de diana wynne jones e o de miyazaki. são relacionados mas não são o mesmo, e ambos coexistem de forma independente na imaginação. é um desses raros casos em vc não se sente seguro ao afirmar "o livro é melhor" ou "prefiro o filme".

a sequência do castelo-livro, a castle in the air, é muito divertido embora pouco se veja de howl, sophie ou calcifer. a história se passa muito mais com abdullah atribulado numa possível persia, entre desertos, camelos, mercadores de tapetes e familiares muito pentelhos, em busca de sua amada sequestrada por um djin. o próximo, terceiro da série, the house of many ways, parece seguir a mesma idéia do segundo, onde os donos do castelo são personagens secundários. é uma pena. a relação entre howl e sophie é muito divertida, onde a seriedade e objetividade de sophie é contrabalançada pela aparente leviandade de howl.


(sophie é muito engraçada. em algum momento em castle in the air, sophie e abdullah conversam e ela descreve howl como vaidoso, egoísta e covarde; abdullah pergunta como ela pode amá-lo sendo ele tão cheio de defeitos, ao que sophie retruca: "como assim, defeitos? estou apenas descrevendo howl!)
estranhamente - ou nem tanto se vc se acostumou com traduções absurdas - o castelo animado tem uma categorização non-sense na edição do dvd: tema: relacionamento amoroso. é de rir pra não chorar a tosquissima definição de obra fantástica tão atraente.


:)

Sunday, August 10, 2008

ten actors or less




when morgan freeman car crash went public i think it was a shame if he die. there is no many great actors today in movies, most of then are masked by special effects, incresed in no talent performance by technology and talent of others. not freeman. we can see how great he is in the movie the bucket list, where he plays with jack nicholson, another great one.

it is a little film, no big deal, a story of two men about to die doing stupid things an looking behind theirs flaws. but have something about the relation between very good actors, a chemistry thing, during what we dont attend to the story only to the performance.

however there is another movie i like more: ten itens or less, where freeman plays a role of himself in strange situation, a moviestar lost alone in the ordinary world. very funny, very good.
it was make a tv series based in the film.

i want see his old movies before driving miss daisy, when he turned really visible in the insane world of fame.

he is fine now, some broken bonnes. this is good news.

:)

Monday, August 04, 2008

Meu Querido Diário




caí cedo da cama. encontrei café pronto (meu amor tinha feito) e me servi de uma jarra que adocei com aspartame. frio pede café, café pede aspartame. peguei o jornal e li os encartes, um velho hábito. decidi não comprar nenhum dos fogões de aço inoxidável por 1499,90, nenhum dos microondas de aço inoxidável por 899,90 e nenhum dos pratos nem copos de aço inoxidável por 99,90 cada 2.

recusei os liquidificadores - e olha que havia promoção de um marca Diablo por 29,90 concorrendo fortemente com outro marca Conhecida por 139,99 de aço inoxidável. não comprei o laptop por 1.199, 90 inoxidável pois não tinha a placa de video graphics jhvhvkhbkjjbjb-365432565, sendo portanto inútil para jogar age of empires, age of civilizations and civilizations fast forward. um abuso.

enfim, após negar todas as imperdíveis ofertas, saboreei o prazer e o deleite de ter exercido minha vontade contra os apelos consumistas e os convencimentos publicitários. mal acordei e já estou pelo menos 3.729,70 pilas mais rica. ou menos pobre, como queira.

afora todo o aço inoxidável, nenhuma novidade no jornal. cpi, lei seca, morte, propaganda. e só então percebi que estava um ano mais velha em relação ao ano passado, dez anos mais velha em relação à década passada e que ainda não completara meio século, então nenhuma referência ao século passado. e percebi também que, assim como os encartes, insisto em recusar as ofertas de envelhecimento. não comemoro nem lamento pois não me sinto -apesar da mídia que me afirma e das associações que apoiam a felicidade na terceira idade- velha. me sinto mais cansada hoje varando uma noite no computador do que quando passava noites nos botecos, e tem dias que me sinto fisicamente acabada mas tenho um monte de desculpas para isso, mas velha, não.

meu marido é jovem, meus filhos são jovens, só o cachorro já está mais pra lá que prá cá, e vejo que estou cada vez mais conectada com a modernidade, a contemporaneidade, a pós-modernidade e essas coisas que inventam. arte não me surpreende, já havia pensado naquilo, e a tecnologia está sempre um passo atrás do que necessito (exceção feita ao aço inoxidável que passou a recobrir tudo, inclusive as caras-de-pau). lamento apenas que, entendida a maldita html, passou-se para css >:( de formas que está tudo, mesmo com Alz, em cima.

frequentemente me sinto vivendo no meio de brasil - o filme, entre modas que variam do chapéu de sapato e da aceitação inquestionada, seja da roupa, do representante político e sua própria cpi, da ideologia, dos parâmetros de conduta, das verdades anunciadas. isso se deve a outro mau hábito: pensar. e o cara lá de cima (da figura, não a deidade) não chora sobre o tempo derramado, ele pensa, pois quem envelhece tem mais no que pensar e pode usufruir o tempo vago para isso. não mais é obrigado a sair pra balada nem precisa provar nada a ninguém, seja o chefe, às figuras de autoridade internalizadas, aos filhos, a si mesmo. pode viver esse prazer, de juntar peças e concluir, comparar e resumir, interpretar e criar, e observar sua criatura tomar forma onde ninguém, nenhum homem jamais esteve: inside. então, se você pensa, cria, compara, identifica, bloga, questiona, critica, se diverte, você não é velho nem jovem. você simplesmente está vivo.

estou com dedos de pianista para falar do call center mas vai ficar pra outra hora. este post não ficará nas tags chutando o balde.

até mais, querido diário.

:)

Saturday, August 02, 2008

winter spring summer and fall




estes últimos dias têm me mantido tão armada e disposta à briga, alerta para entrar em combate, com a audição aguçada para o menor pisar de folhas secas pelo tigre de bote pronto, que esqueço dos dias que passam velozes. mais rapidamente que pensamento vão-se os dias de nossas vidas. haverá valor em confrontar-se continuamente?

não por minha escolha. é o mundo, que exige atenção e confronto, cuidado e predomínio, sob pena de perder o pouco espaço conquistado. tudo muito chato. não me interessa.

a vida - e que não se confunda com o mundo, coisa comum de acontecer, que é aquele lugar cheio de outros e suas vontades - é magnífica. Insiste em nos carregar por caminhos que não escolheríamos e nos desafia a romper com idéias prontas sobre qualquer coisa. mas meu ânimo é de inverno e de frio e minha escolha é um fogo lento e algum silêncio, numa espera sem objeto, como quem apenas olha o rio descer até o mar. sem propósito.

estou hibernando meu coração enquanto a primavera não chega.

a audrey diz melhor cantando essas coisas sem palavras.

*
* *

Friday, August 01, 2008

a quem interessa o direito autoral 2 - a missão




mais um post da série a quem interessa o direito autoral, pois eu não aguento mais a voz de falsete do homer simpson! sou uma grande fã da série, que já beira os 20 anos no ar, mas, desde o lançamento do filme e da troca de dublador, não consigo mais assistir. me dá nos nervos a voz do dublador atual, uí-uí-uí, parece adolescente naquela maldita fase da vida em que a voz ainda não se definiu. UM SACO!

tanto que não vi mais que dois episódios da temporada 19. Abandonei os simpsons na tv >:(

então a quem interessa os direitos autorais? interessa justamente ao dublador do homer, Waldyr Sant'anna, que move processo contra a F.O.X. por direitos autorais. A empresa - grande corporação, não digo? - usa da dublagem do ator sem pagar-lhe nenhum tostão por isso. Por conta da ação, demitiu o dublador e colocou um falsete no lugar.

Fã da série que se dane, interessa é o dinheirinho entrando no porquinho. Aliás é fácil ficar rico assim : você rouba de quem faz e não paga nada por isso. Aliás a F.O.X. parece ter-se tornado especialista em ludibriar os trabalhadores - sem falar que manipulou uma eleição para presidência... Mas não vejo ninguém autuando a empresa aproveitadora, pirata de carteirinha. É a lei do mais fácil: mais fácil correr atrás do vendedor de dvd pirata camelô do que ir contra um império. Pelo menos podiam admitir ter amarelado em lugar de fazer moralismo chumbrega.
"ai, o que vc está ensinando pro seu filho?"

"abre o olho, guri, senão te fazem de palhaço!"

Portanto, iniciarei greve contra a F.O.X. Vou assistir Casa Club TV.

e, se vc não conhece waldyr sant'anna, pense em eddie murphy.
vc pode imaginar outra voz para o tira da pesada ou o burro do shrek?

entrevista com waldyr sant'anna

video com o dublador

Tuesday, June 24, 2008

madv

one world

do you know the meaning yet?

:)

Friday, June 20, 2008

daymare town 2




another wonderful game from mateusz skutnik. creepy, sad, joyful, addictive.
play it!

...if you dare. >:? (evil laugh)

Sunday, May 18, 2008

paisagem de chá




tenho observado por que meios a palavra conduz. já sabia as falácias -- quando um discurso dirige o entendimento do ouvinte e suas conclusões para onde o orador pretende, desacreditando um outro discurso indesejado por razões circunstanciais ou confundindo e dificultando uma resolução -- e me divertia procurando-as nos dircursos populares, num exercício de racionalidade e lucidez. mas embora "soubesse" quando um texto ou frase manifestavam plenamente uma idéia, capaz de elevar o leitor a um outro patamar de entendimento, me fugia o "como". eis que começa a se abrir esse admiravel mundo novo aos meus olhos e compreensão visitando textos já conhecidos com uma lupa literária. uma tarefa detetivesca como é do meu agrado. assim que palavras cuidadosamente escolhidas criam um quadro diante do leitor que o faz entender um todo complexo que de outra forma seria descritos em inúmeras outras palavras. esse resumo contido na palavra escolhida, representativa na mesma eficiência que a cor comunica a emoção contida, determina o quanto uma obra literária será perene. frases excelentes são entendidas em qualquer tempo. a história, a trama, o assunto, é o de menos. mas não repita isso pois todos aqueles envolvidos com a literatura terão crises de úlcera súbitas diante da afirmação incontida.


por exemplo na frase acima "incontida" revela que a compulsão de dizer que o que é, é deveria ter sido contida num pudor cuja motivação me escapa, podendo estar relacionada a uma certa insegurança de quem lida com a palavra de uma forma geral que prefere atribuir a arte das letras a inspiração etérea concedida, sem razão ulterior, a um talento dela merecedor. uma visão irracional que estabelece hierarquias, e poder consequentemente, e portanto não deve ser elucidado e muito menos compartilhado. ou seja, "caida do céu por descuido, louvado o céu, amém. representantes celestes passarão a cestinha do dízimo".

tivesse usado a palavra "proferida", estariamos diante de uma situação totalmente diversa.

o comércio, louvado o comércio, nos fez o que somos hoje. vendemos o que sabemos e produzimos sempre um pouco menos do que aquilo que rebemos, de maneira a manter o pulo do gato em segredo. o fato de termos chegado tamanha distância da caverna do neanderthal (e tão pouca da de platão) nos faz crer que, ao contrário, muito compartilhamos, dividimos e distribuimos mas observe de que forma os sistemas corporativos funcionam. eis que a abundância muitas vezes é tanta que transborda e, assim, pela própria natureza do conhecimento, acaba redistribuindo-se, semeando entre todos o que deveria ser de todos pra começo de conversa.

está claro? não. a intenção não é a de elucidar.

a palavra é um mundo. cada palavra guarda em si a possibilidade da realização, podendo ferir ou libertar, enaltecer ou esconder, mostrar e sangrar.

qual sua palavra hoje?
minha palavra hoje é "sabia". pressupõe um conhecimento prévio e adquirido, e um conhecimento da verdade porque não se pode saber o que não é verdadeiro. apenas o verdadeiro pode ser conhecido.

enfim, paisagem pintada com chá é um mostruário de frases excelentes, todas de impacto, todas reveladoras, intensas, extasiantes, sobre as quais o autor deitou suas noites e vagou seus dias, mas que erguem-se de tal maneira súbito diante de nós, pobres leitores, que tornam impossível a leitura e nos degredam de sua presença, da trama, que permanece velada até que tenhamos criado uma casca outra que a emoção a enfrentá-la, literatura-deidade, guardando para si o silêncio revelador enquanto grita a plenos pulmões. cã!


quero receber da amazon pela propaganda, by the way:
landscape painted with tea


***


o único combate é o bom combate.
o resto é chacina.

.

Sunday, February 03, 2008

multiverse




estou realmente pensando em produzir este blog em outro idioma. meus receios no entanto residem na possibilidade de ser apedrejada pelo uso indevido e indecoroso da língua inglesa. como não devo nada a ninguém (além dos meus credores normais aos quais asseguro: pago quando puder), não há motivo que impeça. tenho um bom dicionário sempre a mão e o google que não me deixa errar sozinha.


falando em dominação da web, microsoft comprou o yahoo com o propósito de fazer frente ao google. não sei daonde que vale esses mais de 40 bilhões de doletas, não entendo porque um buscador tem esse cacife todo. soubesse fazer na internet mais do que jogar point and click games também entrava no ramo.

mas estou planejando mesmo é criar uma campanha adote o google para sempre, pois o bill gates tá mais é querendo muito ¬¬


adote o google para sempre!


¬¬ tá bom, bill.
fica na tua
>:(


ok. the title is pointless. who cares?

Thursday, January 31, 2008

beedle again

renovei o link para imagens do the tales of beedle the bard que anteriormente levavam ao site scarpotter. os links se quebraram e esse site aparece como indesejável pelo google. so, new images.

Submachine 5




i really really love this point and click game series and there is a brand new episode for the joy of millions of fans.

submachine 5 is released, at the author's, mateusz skutnik, website.

you need to play it!

:)