Friday, June 07, 2013

o discurso do vencido: deleuze, perversão e heartbeat mass culture

 









for deleuze the effect of pop is conformity, while for non-pop it is escape.

partindo da premissa de que deleuze de fato sabe do que está falando, tenho algumas observações a respeito de conformidade e fuga e sobre pop e arte. u see, quando lichtenstein trouxe a baila a questão da releitura da cultura popular sob a apreciação artistica não creio que tenha sido recebido com aplausos pelos conservadores. a arte sempre esteve tão acima da plebe ignara - na qual me incluo- que só nos restava aceitar essa condição de acessório na formação da cultura enquanto uma elite distribuia os louros entre si e classificava-se como nata. eles, os verdadeiros artistas, os portadores da verdade e do sublime, e nós, a nos regozijar com os caldos de carne de pescoço. e felizes por tanto, o que normalmente não se observa acontecer entre os representantes da primeira casta.[hmm]

os movimentos políticos que inundaram o século 20 apregoando um novo sistema de governo sob o domínio do povo, do proletariado, caíram por terra ao final desse período não simplesmente porque a massa não tem a capacidade de organização e mando necessárias mas porque também nessa área -a da política- e nesse sistema -do comunismo- uma elite estabeleceu-se no poder [nata, casta], e isso veio a encapsular o propósito inicial. o coccon socialista não permite a respiração já que o mundo exterior apresenta a ameaça ao conjunto. mas há de se pensar que apenas esse tipo de regime produziu tal resultado --o que não é verdade pois que o capitalismo e suas corporações produzem, embora em slow motion, o mesmo sufocamento do seu contraponto. isso se deu porque o ser humano está destinado, fundamentalmente, a movimentos antagônicos simultâneos ou subsequentes: a justiça e o acobertamento, o benefício do grupo e o egocentrismo, a reunião e o escalonamento. 

esses movimentos de in and out, onde um grupo expira enquanto outro inspira, que vão de um polo a outro, resultam after all em mudanças. em um ou em outro, resta a estagnação. não acontece diferentemente na arte pois que a arte contemporânea abandonou paulatinamente o sensível, extrapolou o intelectual e acabou dissolvendo-se no nada metafísico. uma casta que permanentemente copula entre sí -tal como uma realeza expatriada- produz uma visão da realidade que tende a se tornar estéril na medida em que exclui, tal como todo grupo centralizador de poder, a nós-o-povo, no que podemos contribuir de significativo haja vista que orgânicos.

dessa forma, a arte pode ser não apenas fraude -como disse paik nam june- mas também perversão. a perversidade de tornar privado o público, de concentrar e excluir em lugar de partilhar e distribuir.


os movimentos de massa na medida que são inclusivos crescem em força e poder devido a força arquetípica que reside no grupo, no bando. quando o um cresce e se agrupa, a força e o apelo também crescem. onde um seduz, dez convencem, mil englobam.

entra e pega junto, diz. heartbeat. assim, eis que o pop pode ter se tornado o novo subversivo, que se espalha e cria raízes sob a superfície da midia, e subitamente *explode*.

Jeonbu ilke dwendahaedo :: vai dizer que um gato com leque não é um charme? mas Heechul estava completamente stoned tipo "ah, eu não vou cantar essa merda. vai leque, seja livre" e perde o charme no meio palco. funny. é isso. kpop singer tb tem seus dias de Keith Richards.







por outro lado, amo flashmobs mesmo os mais bobinhos. gente se juntando para fazer alguma coisa sempre me emociona. é uma doença que tenho. ataca mais forte nas olimpiadas.

















foda-se se não sabia que estamos por aqui, midia burra.

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