
marcelo afonso afirma que "chegamos à era da total perda dos referenciais em que a simulação transformou-se na própria realidade". estranho e interessante que tenhamos percorrido um longo caminho tecnológico que, permitindo amplo acesso ao mundo binário, ofereça a resposta à pergunta primordial : quem sou eu? ainda mais importante é que sejam essas máquinas que nos intermedeiam o contato, nós o povo e a natureza da realidade, nos tenham fornecido a chave para essa compreensão, do que é feito o mundo e a matéria prima de nossas próprias naturezas sonhadoras. ele vai além -ou aquém, já que o assunto é a arte invisível- e assegura que "a arte invisível [...] é a verdadeira Arte. ela é invisível pois nunca ninguém soube de sua existência a não ser o artista que a criou, o que faz dela a arte pura, sem a preocupação de interferir nas idéias de ninguém, exceto nas do criador."
a inexistência da criação para outrém, exceto para seu idealizador, acarreta na negação da simulação da realidade, que é a realidade compartilhada e na afirmação da idéia como constatação da existência. envolve-a, o artista, em absoluto segredo, garantindo, dessa forma, sua integridade tanto quanto confirma a acepção de que a simulação do mundo -manifestada em percepções- não é a realidade. apenas a arte intangível é arte pura, como água pura é a jamais descoberta. se o mero contato com a água a transforma, com a arte se dá a mesma coisa. exposta, é pervertida, compartilhada é maculada.
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a aproximação a almotázin:
... invisible art
;)
a aproximação a almotázin:
... invisible art
;)
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